Os cuidados com a égua Mangalarga gestante precisam ser redobrados durante o terço final da gestação, período em que o potro apresenta grande desenvolvimento e as necessidades nutricionais da mãe aumentam.
Além da alimentação adequada, acompanhamento veterinário, manejo do ambiente e preparação para o parto são fundamentais para preservar a saúde da égua e favorecer o nascimento de um potro saudável.
Por que o terço final da gestação exige mais atenção?
A gestação da égua dura, em média, cerca de 11 meses, embora possa haver variações. No terço final, o crescimento fetal se intensifica, fazendo com que uma parcela significativa do desenvolvimento do potro aconteça justamente nessa fase.
Para uma égua Mangalarga gestante, isso significa que o manejo deve ser cuidadosamente ajustado. O objetivo não é apenas manter o animal em boas condições corporais, mas também garantir nutrientes suficientes para o desenvolvimento do feto e preparar a mãe para a lactação.
Alterações bruscas na alimentação, excesso de esforço físico, estresse e condições inadequadas de higiene podem prejudicar esse período.
Alimentação da égua Mangalarga gestante
A alimentação merece atenção especial nos últimos meses. A égua precisa receber uma dieta equilibrada, com energia, proteínas, minerais e vitaminas em quantidades adequadas.
O volumoso de boa qualidade continua sendo a base da alimentação. Dependendo da condição corporal da égua, da qualidade do pasto e da orientação profissional, pode ser necessário complementar a dieta com concentrado específico para animais em reprodução.
Cálcio, fósforo, cobre, zinco e outros minerais participam do desenvolvimento ósseo do potro. Entretanto, a suplementação não deve ser feita de maneira indiscriminada. O ideal é que a dieta seja avaliada por um médico-veterinário ou nutricionista especializado em equinos.
Também é importante garantir água limpa e fresca à vontade, principalmente em períodos de temperaturas elevadas.
Manejo e exercícios
Uma égua saudável normalmente pode permanecer em atividade leve durante boa parte da gestação, desde que o exercício seja compatível com seu estado físico e não ofereça riscos.
No terço final, porém, o manejo deve ser mais cuidadoso. Exercícios intensos, terrenos muito acidentados e situações que aumentem o risco de quedas devem ser evitados.
O acesso a áreas seguras para movimentação ajuda a manter a égua ativa e pode contribuir para seu bem-estar. Qualquer alteração no comportamento, disposição, apetite ou locomoção merece atenção.
Acompanhamento veterinário
O acompanhamento veterinário é uma das principais medidas para uma gestação segura. O profissional pode acompanhar a condição corporal da égua, avaliar o desenvolvimento da gestação e estabelecer um calendário de vacinação, vermifugação e outros cuidados.
Também é importante manter o controle sanitário do ambiente. Baias, piquetes, bebedouros e cochos devem permanecer limpos para reduzir a exposição a agentes infecciosos.
A frequência das avaliações pode variar conforme o histórico da égua, idade, condição de saúde e evolução da gestação.
Preparando a égua para o parto
Quando o parto se aproxima, o ambiente deve estar preparado. O local precisa ser tranquilo, seguro, limpo e com espaço suficiente para a égua se movimentar.
A maternidade deve oferecer condições adequadas de higiene, evitando excesso de umidade, acúmulo de fezes e materiais que possam causar ferimentos.
Nos dias próximos ao parto, observar a égua diariamente ajuda a identificar mudanças no comportamento e possíveis sinais de que o nascimento está se aproximando. Alterações no úbere, relaxamento da região da garupa e mudanças de comportamento podem ocorrer, embora o momento exato do parto seja difícil de prever apenas por esses sinais.
O que observar durante o parto?
O nascimento deve ser acompanhado com atenção, principalmente quando existe histórico de complicações. Em condições normais, a égua pode apresentar inquietação, deitar e levantar repetidamente e demonstrar sinais de desconforto antes do parto.
Depois que o trabalho de parto ativo começa, a evolução deve ser acompanhada. Qualquer demora anormal, apresentação inadequada do potro, sangramento excessivo ou comportamento preocupante exige contato imediato com um médico-veterinário.
Evite intervenções improvisadas. Tentar puxar o potro sem orientação profissional pode causar lesões tanto na égua quanto no recém-nascido.
Cuidados após o nascimento do potro
Os cuidados não terminam quando o potro nasce. É importante observar se ele consegue respirar normalmente, levantar-se e mamar adequadamente.
A ingestão do colostro nas primeiras horas de vida é especialmente importante para a transferência de imunidade. Por isso, dificuldades para mamar ou alterações no comportamento do recém-nascido devem ser comunicadas rapidamente ao veterinário.
A égua também precisa ser observada após o parto. Apetite, comportamento, temperatura, secreções e condição geral podem ajudar a identificar possíveis complicações no período pós-parto.
Conclusão
Cuidar de uma égua Mangalarga gestante do terço final ao parto exige planejamento, alimentação equilibrada, ambiente adequado e acompanhamento profissional. Essa fase é decisiva para a saúde da mãe e para o desenvolvimento do futuro potro.
Com um manejo cuidadoso e atenção aos sinais apresentados pela égua, é possível tornar o período próximo ao nascimento mais seguro e organizado, proporcionando melhores condições para a chegada de um novo Mangalarga.





